Pensava que não era possível. Não tinha condições. Não conseguia pensar no que queria fazer. Era um vazio completo. E é neste estado de espírito que vou começar. Descrente, mas com a esperança de que, com persistência, tudo comece a correr normalmente.
Aki ki nois mora
"Se o nosso espírito pudesse compreender a eternidade ou o infinito, saberíamos tudo. Até podermos entender esse facto, não podemos saber nada."
Fernando Pessoa
22 maio 2026
QUE FUTURO
A minha irmã Filomena
Jardim africano (Ganda)
Aquele jardim africano
De tantas recordações
Nunca o vou esquecer
Cada vez mais o amo
O Álvaro tão circunspecto
Amigo dos seus irmãos
Foi de todos sempre
O mais prudente e esperto
O Fernando, meu irmão
Meu companheiro e amigo
Foi quem mais brincou comigo
E me estendia a sua mão
O Ruca, os Lagoas
Numa amigável guerra
Jogava à bola
Com os irmãos Malaguerra
Oh! Manuela, Manuela
Minha irmã … Flor!
Porque será que quando penso em ti
Sinto tão grande amor !
A Filó
Estava decidido antes de nascer. Chamar-me-iam Filomena. Então, não era uma promessa da minha mãe, devota de Santa Filomena?! Fiquei "Filó" para a família e os mais íntimos, e vivendo entre Filomena e Filó para os mais afastados.
Nasci durante o "cacimbo" em África, numa vila simpática, arejada, situada num grande vale entre duas montanhas: as serras do Indongo e a da Ganda. O clima era temperado e seco, procurado por doentes pulmonares que ali encontravam alívio.
A minha casa — ou melhor, a casa onde nasci — situava-se no meio da vila. Era modesta e o seu interior era pobre. Mas o que percebiam disso as crianças? Tive uma infância feliz. Traquina, ria-me — como hoje — por tudo e por nada. Hiperativa e conflituosa.
A minha ama-seca, Custódia, levantava-se muito cedo e levava-me para a rua. Arrebatava umas mantas (cambriquites) e deitávamo-nos na areia fina depositada pelas enxurradas, junto ao passeio. Muitas vezes, nessas madrugadas, ainda se ouviam, como ameaças, os uivos dos lobos e as risadas nervosas das hienas, que arrepiavam. Cobríamo-nos com os cobertores e sentíamo-nos inocentemente mais seguras.
Não sei como cresci. Lembro-me de ter apanhado paludismo e das injeções que o enfermeiro Silva me aplicou para o debelar. Foi um sofrimento atroz, pois o líquido das ampolas injetado provocou grandes inflamações nos meus glúteos e fui várias vezes lancetada para me salvar desse mal. Não havia, como hoje, seringas descartáveis; as seringas, de vidro, eram quase eternas. Fervidas de uma aplicação para outra com a respetiva agulha, eram fonte de infeções se houvesse desleixo na sua preparação. Fui, por isso, retalhada e comecei, desde aí, a padecer de muita dor e a conhecer o sofrimento.
A adolescência foi um pesadelo. “Meu Deus... faça com que eu tenha coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e, mesmo assim, me sinta como se estivesse plena de tudo.” (1) Fui...
Mas tudo passou. Tive quatro filhos, um rapaz e três raparigas. E tenho três netas. Todos vivemos à espera de dias melhores que nunca chegam. E continuo a rir, às gargalhadas!
O Fernando
Lembro-me dele, aos 5 a 6 anos, a trepar um poste de electricidade, em frente à nossa casa, com o nosso pai a incitá-lo, chamando-lhe de “major”. Era mais ágil do que qualquer símio. Ainda o acompanhei nos primeiros anos do liceu.
Mais tarde empregou-se num banco onde com esforço, brio pessoal, honestidade e mérito chegou a gerente. Também foi um grande jogador de futebol. Jogava, dando o “litro” como se costuma dizer, apenas pelo prazer de jogar sem expectativa de qualquer recompensa. Por amor à camisola.
Somos 5 irmãos. E, já adultos, órfãos de pais, vivíamos todos juntos. Recordo as discussões à mesa sobre a “situação”. O Fernando fervia de raiva contra as injustiças e as descriminações daquela época. E, quando acabámos a refeição, todos, em uníssono, fazíamos a recomendação habitual: lá fora, bico calado; cuidado com os longos ouvidos da pide.
Casado, tem três filhos, é um bom pai de família, avô e bisavô dedicado. O melhor de todos nós, religioso e pastor na sua igreja.
13 março 2026
Escreve muito ...
"Eu não dou nada para a caixa", dizia eu ontem depois de ter lido o blogue "Duas para as três". O mesmo me acontece com a leitura diária do blogue "Um jeito manso", cuja autora i é incansável. Os temas, para além dos familiares, são de lhes tirar o chapéu. Obrigado.
11 março 2026
Escrever sempre ---
Leio diariamente S. da Costa que, por sinal, é meu olega. Nunca nos encotrámos,salvo no ISCSP. Invejo a sua coragem em escrever constantemente. Eu não dou nada para a caixa .
23 janeiro 2026
Três blocos mundiais
O mundo está a mudar: Viremos a ver três blocos: o americano, o russo e o chinês.Quanto tempo mais para a sua consumação ?
16 janeiro 2026
O mundo a mudar
Esrou farto de ver relatados abusos sexuais, facadas, porrada doméstica, colisões de viaturas, sodomizações nas esquadras da PSP., tiros nas ruas, etc.Por isso, vejo pouca TV.e agora com a IA não aprendi ainda a descortinar a verdade da mentira. É um drama...
07 janeiro 2026
Escrever um livro
Gostava de escrever um livro. Vivi na Catumbela, terra de cana de açucar e de jacarés.Quase toda a população trabalhava na " Cassequel", que produzia açucar.Tinha dois primos que nunca tiveram bihete de identidade. Todos estes caos davam para um livro. Vamos ver. Tenho de arranjar coragem.
23 dezembro 2025
Boas Festas
Desejo a todos os meus familiares e a todos os meus amigos um feliz Natal e um Ano Novo cheio de ptosperidades .
26 novembro 2025
Facadas e tiroteio ...!
Quando vejo, durante 24 horas, as televisões a discutirem o Benfica, fico enjoado e desligo.
Mas qual é o remédio para este absurdo ? Mais facadas e tiroteio nas ruas e violència doméstica.
14 outubro 2025
Regularidade !
Ainda não é hoje. Tive um leve acidente com água a ferver que me queimou alguns dedos. Mas brevemente começo a escrever com regularidade. Vamos ver .
06 outubro 2025
Que vergonha !
Desde Junho que não escrevo neste blogue. Nem é por falta de paciência. É de desgosto. Também não saio à rua salvo para almoçar: Mas vou combater este fracasso. Tenho tantas histórias para contar, que nem imaginam. Aguardem !
16 junho 2025
Desistência...
Não tenho paciência para estar a ver TV's. Falam e apresentam, repetidamente, as mesmas cenas e, essencialmente, procuram as facadas, a droga e a filha da putice. Os comentadores são de um lado e de outro, da Russsia, da Ucrania, da Palestina oi de Israel e agora do Irão. É, pois, impossível estar a ver TV's.
Desisto.
25 abril 2025
25 de Abril
Aonde é que eu esttava ? Em Luanda. Fingi e que não sabia de nada. E fui trabalhar. Ainda existia a PIDE e ningu~em brincava com ela. Belo diia.
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